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Mostrando postagens de abril, 2009

A gente e a alma

Falo uma língua tão antiga Que trago as mãos em calos Nascem letras para uma cantiga Nos enxertos dos teus bardos Amo-te mulher em todas as prosas Sou o maior dos perversos Não despedaço corações, nem faço mossas mas nascem-me espinhos nos versos Tua alma espreita-me na poda É mosto a fermentar os segredos vício de vinho que não sai de moda Por isso esmago com os pés os medos Por isso sou farinha nesta roda E o pão cresce no teu corpo de vinhedos

Triste olhar...

Trazias a tristeza no olhar nos olhos, espelho onde me vi parecia que se iam quebrar no olhar desse dia que senti Misturamos neles as cores pintamos filhos e mundos pareciam ledos os amores nos olhos assim profundos Foi pelos olhos que falamos quando a vida nos levou as palavras da boca como ramos De uma árvore que em nós secou e tudo quanto um dia amamos na tristeza dos olhos se findou