Falo uma língua tão antiga Que trago as mãos em calos Nascem letras para uma cantiga Nos enxertos dos teus bardos Amo-te mulher em todas as prosas Sou o maior dos perversos Não despedaço corações, nem faço mossas mas nascem-me espinhos nos versos Tua alma espreita-me na poda É mosto a fermentar os segredos vício de vinho que não sai de moda Por isso esmago com os pés os medos Por isso sou farinha nesta roda E o pão cresce no teu corpo de vinhedos