A religião, quando se toca como assunto é sempre delicada de abordar. Todos os dias assistimos a conflitos provocados pela religião. Guerras, manifestações, desavenças políticas, …
Deus, um ser infinitamente bom, portador de uma compreensibilidade vastamente grande, e deixa este mundo cheio de complexas equações por resolver. Entre quais, problemas que para a nossa limitada compreensão não fazem qualquer sentido. Tristemente, vemos pessoalmente todos os dias pessoas a pedir nas ruas para poderem no final do dia conseguirem comer alguma coisa, não seja para não sentirem aquela dor no estômago, fatigando-lhes o corpo. Ou, quando estamos sentados comodamente nos sofás a ver televisão, e assistimos a uma reportagem sobre aquelas pessoas que morrem lentamente pela fome, pelas doenças que se curam com uma simples vacina no “primeiro mundo”…
Pois, será que para nascer é preciso ter sorte? Foi Deus, que não decidiu colocar-nos num cenário diferente? E, porquê? Por curiosidade, porque é que no lugar onde surge a crença para maior parte das pessoas, “A Terra Santa!”, por sinal é um lugar conflituoso? Bem, são perguntas retóricas, que assim ficam suspensas no vazio, livres à argumentação…
Pessoalmente, se me perguntassem se acredito em Deus, a minha resposta sem qualquer sombra de dúvida seria que, sim! Está ser certo, que durante o nosso processo de desenvolvimento se é influenciado pela sociedade que nos rodeia e pelos conhecimentos que vamos adquirindo. Mas, “todo homem que lê demais e usa o cérebro de menos, adquire a preguiça de pensar.” Ou seja, se deixar-mos o mundo exterior imperar a nossa maneira de pensar, nunca teremos uma opinião, ou melhor, uma forma de pensar.
Paradoxando as ideias anteriores, sustentando, de facto a ideologia da existência de uma identidade superior que deita de vez em quando um olhinho ao que estamos a fazer. Será sustentável? Pois, não sei… Mas todos nós, duma maneira ou de outra, já assistimos na primeira ou na terceira pessoa momentos ou situações que não são facilmente racionáveis. Acredito, à luz da ciência que muitas das coisas maravilhosamente iracionáveis, serão iluminadas no limiar do conhecimento. “Deus não joga aos dados com o Universo”, citado por Einstein durante a sua “Teoria da Incerteza”. Tudo tem uma razão de ser.
A ciência pode explicar o facto, da matéria ser constituída por átomos, e na constituição mais básica dos átomos temos os Quarks, Taus e Muões. Mas se o universo parte do nada de nada, de donde partem as milagrosas partículas que vão dar origem a tudo? De donde vem essa tão famosa partícula Bóson Higgs se é assim que se pode chamar, a denominada “partícula de Deus”? Magia!
Muitos teólogos argumentam que a bíblia não é literal, uma vez que o seu texto encontra-se mergulhado por metáforas e antíteses. O que é de considerar, visto que Deus na sua passagem pela Terra, segundo consta por relatos históricos e da teologia, era comum falar de forma enigmática de maneira a cada um tirar a sua razão de acordo do que interpretava do enigma.
Deve ser essa a explicação que tenho quando nos referimos à inquisição, facto histórico muito degredatório da igreja. E, todo o poder que se cria em sua volta, que era usado de forma indigna segundo os princípios que eram suposto existir. Protectora do obscurantismo, alimento e sustento do poder de manipulação das massas. Incrível!
Bem, pessoalmente não acredito na igreja, no entanto acredito em Deus. Não acredito no inferno ou no céu, mas sim nos castigos mundanos, talvez nascer não é uma sorte! A alma é um elemento do nosso ser, no meu ponto de vista, talvez ainda não muito bem explicado pela ciência. Daí talvez surja o lado do ocultismo, e a possibilidade da existência de espíritos. Se bem que, muitas das histórias de que se falam sejam só para encher a boca. Como tal, não dou demasiada importância nem desprezo, não passa de mais um elemento da Natureza.
Acima, de tudo acredito na bondade das pessoas, pois não são os dogmas que regem a nossa vida, mas sim nós mesmos, se queremos fazer bem, fazemos.
E lembrem-se sempre que: “Deus escreve certo, por linhas tortas”.
Comentários