Dias, meses, anos, passam. O tempo, não pára. Tique- taque, faz o ponteiro do relógio. E nós, continuamos movidos pelas nossas rotinas das nossas vidas. Luzes cintilantes, acendem e desligam. Luzes ofuscantes, tenuas, luzes enfraquecidas. Assim, continuamos, passo ante passo caminhamos sinuosamente em direcção dos pontinhos luminosos, na esperança que estes se tornem mais intensos. A verdade, por vezes, ficamos ofuscos, impedidos de caminhar. Por vezes, damo-nos intermitentemente no escuro da luz enfraquecida. Formatados, inconsistentes, incompletos ou incompreendidos duma incompleta inconsistência sobre o interior duma fechadura ao qual a chave está esquecida.
O teatro, as personagens principais, os figurantes, abrotam uma boa comédia. Criam um espectáculo estonteante, relutante aos olhos dos seus espectadores. O entusiasmo de criar, provoca o acelerar expedito do entusiasmo dos olhos observantes. A arte de viver, a arte de saber ser, a arte de conhecer o saber.
Sede, de crescer, sede de saber, ambição de viver, viver a vida bem vivida. Jamais viver ao sabor da vida, aproveitar a vida. Tique-Taque continua o relógio. O passado, lá fica. As sementes sacudidas pelo vento, cresceram nas terras do além. Sucosos frutos, colhidos, arvores formosas, crescem, ramificam…alegram os olhares tristes daqueles que da vida colheram o seu sabor, o sabor da vida.
O futuro, esse, vagueia a esperança, essa senhora desconhecida, filha de ninguém mãe de toda a gente. Mãe sonhadora, mãe carinhosa, mãe que dá e tira ao sabor da vida. O destino, fantasiado de guia, que guia. De mãos dadas, caminha, pelo caminho planeado, por alguém, alguém que sabe, que sabe tudo, até quem somos também. Mas desconfiado, mesmo sem esperança no destino, caminho, caminho bem. Porque esse senhor, amante do mistério, sabe o caminho mas não tem a certeza para onde leva alguém.
O presente, ui, em suas mãos nos tem, antecipa o a seguir, e é dono do que já foi. Jogadores. Queremos jogar, jogar para ganhar no jogo do presente. Vencermos no futuro e sermos gloriosos no passado. É preciso, jogar, jogar bem.
O amor, meu Deus, o amor, um jogo, jogo de sentimentos, fervilhar de emoções, explosões. O amor, pai da felicidade, da alegria, ui, as palavras, onde estão as palavras? Sem palavras… Mas não sei se sabias, o tempo gosta do tempo por dar tempo ás nossas alegrias. Não é a luminosidade de um raio que delineia o nosso caminho, mas sim a esperança do raiar do sol amanhã.
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