A guerra dos sexos, também já pode ser discutida nas diferenças cognitivas entre ambas as partes. A verdade é que essas diferenças existem, e estão a ser estudadas por especialistas.
Existe ainda muitas coisas no mundo cobertas pelo manto do mistério. O cérebro humano, é uma delas que continua a suscitar a curiosidade de muitas pessoas, inclusive especialistas do ramo.
Durante uma pesquisa, acabo por perceber que, o mito generalizado pela maior parte das pessoas de que o cérebro humano não está a exercer todas as suas potencialidades. Acaba num mito mesmo, pois quem corrobora com isso mesmo é a especialista Suzana Herculano-Houzel. A especialista corrompe esta corrente de crenças de uma forma muito simples, e tenta explicar duma forma hipotética: “Se são 10% da massa cerebral, 90% do que temos dentro da cabeça devem então ser dispensáveis. Se são 10% dos neurónios, os outros 90% devem ser silenciosos, ou então redundantes…”
Quanto a esta ideia facilmente podemos verificar a sua veracidade, pois sabemos que ao mínimo distúrbio cerebral somos logo influenciados na personalidade, ou na forma de funcionamento dos nossos órgãos…
No entanto, a neurociência, ainda não é capaz de detalhar a função duma área especifica do cérebro, pode ser possível que alguma parte do nosso cérebro seja mesmo redundante, quem sabe…
Se compararmos os homens e as mulheres, também existem assimetrias na forma do funcionamento dos seus respectivos cérebros. É verdade meus senhores que nós homens somos menos dotados que as mulheres para certas coisas. No entanto também possuímos características muito próprias.
Segundo consta, por entendidos da matéria, o cérebro tem um feixe de fibras nervosas que ligam os seus dois hemisférios. É neste feixe que está ciência para o desenvolvimento intelectual. Foram feitos estudos, onde se constata que este feixe é maior nas mulheres do que nos homens, desta forma o sexo feminino, tem maior numero de ligações entre os dois hemisférios do cérebro, estas também possuem em determinadas regiões do cérebro maior densidade de neurónios.
Por norma, as mulheres para desempenhar alguns tipos de tarefas usam mais regiões do seu cérebro, explicando o facto de estas conseguirem recuperar mais rapidamente de tromboses, visto que as partes saudáveis compensarão as partes lesadas. Outra particularidade, adjacente ao que foi dito é que as mulheres são capazes lidar de diferente modo as emoções, existe uma maior facilidade de verbalizar as mesmas.
Quanto ao sexo masculino. Diverge um pouco do sexo feminino no momento de agir. Pois este, quando está perante uma tarefa a executar, pensa com uma zona mais concentrada do seu cérebro. Adoptando uma forma mais característica, por exemplo, de resolver problemas matemáticos, lerum livro e nas vivencias de estados de espírito de angústia e tristeza.
Em relação ao tamanho, há também desigualdades: o cérebro masculino é 10% maior do que o feminino. No entanto, o tamanho não é sinónimo de melhor desempenho intelectual, visto que homens e mulheres obtêm resultados semelhantes nos testes de QI.
O cérebro das raparigas atinge a maturidade aos onze anos, enquanto o dos rapazes amadurece três anos mais tarde. Especificamente, algumas das regiões envolvidas no raciocínio mecânico, concentração visual e raciocínio espacial parecem amadurecer quatro a oito anos mais cedo nos rapazes. As partes que controlam a fluência verbal, a escrita e o reconhecimento de rostos familiares amadurecem vários anos mais cedo nas raparigas.
Mesmo parecendo algo antiquado, alguns investigadores defendem que as escolas mistas não são aconselháveis, tendo em conta que o cérebro das raparigas amadurece mais cedo e o processo de ensino-aprendizagem não considera esse dado. Leonard Sax, médico e psicólogo, diz que “Se pedirmos a uma criança que faça algo apropriado para ela do ponto de vista do desenvolvimento mental, ou falhará ou criará aversão pela matéria. (…) Aos 12 anos, teremos raparigas que não gostam de ciência e rapazes que não gostam de ler. (…) A razão pela qual as mulheres estão mal representadas na Ciência Informáticas e na Engenharia não é não poderem dedicar-se a essas matérias. É devido à forma como foram ensinadas”. Actualmente, as mulheres estão em maioria em todas as faculdades com excepção das de ciências informáticas, metalúrgicas e desporto.
Bem aqui fica um artigo que vem, mais uma vez, provar que a "guerra dos sexos" é tão discutível quanto os "sexo dos anjos". Pelo menos numa discussão racional e fundamentada cientificamente, é impossível discernir se o feminino supera o masculino ou vice-versa.
Caso a discussão entre em campos mais emocionais, irracionais e mesmo paranormais, é possível a discussão. E é essa a eterna guerra dos sexos, da qual, umas vezes ganham as mulheres, outras os homens. Mas cá para nós, é sempre preferível deixar uma mulher dizer a última palavra, elas sentem-se bem e a nós não chateiam… hehehe.
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