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A vida, aparências… desilusões

Todos os dias deparamos com a força importuna da sociedade que dita uma imagem, uma forma de ser e de estar. Apartir daqui constrói-se uma forma de viver, adequada a essa ideologia, que acaba por nos influenciar. Insignificantes, neste mar salgado, apaziguado com lagrimas doces daqueles que procuram e não encontram a luz neste universo apagado, repleto de sombras…
Nesta vida, de aparências, psedo-aparências, na maior parte dos casos, onde existem marionetas nas mãos duma sociedade que tem todas as suas linhas encruzilhadas, pois esta também é subjugada no poder do mundo fantástico da mentalidade consumista.

Daqui surge a necessidade de sobressair, galvanizando o sumo de um fruto doce com a marca de um rotulo carimbado pela visão putrificada pelo meio aderente. No entanto, em toda regra há excepção, e como não deveria de deixar de ser, o que é raro é precioso. Como tal é nessas coisas que nos devemos concentrar. Para quê viver rodeado de diamantes se não temos a comida, a agua que nos sustentam??

As pessoas passam a vida a atirarem areia para os olhos com futilidades, criam problemas em coisas que podem ser demasiado simples, confundem-se em sentimentos pouco racionalizados, dispensando um tempo precioso das suas vidas a investir num cano furado. Se temos algo que se estragou uma vez a probabilidade de se estragar outra vez é maior. Não vamos deixar que o capricho do egoísmo nos deixe de prosseguir uma caminhada. Pois assentando no assunto, abstraindo de ironias. Muitas das vezes, adquirimos coisas, caprichos que só vão desencadear equações cada vez com mais variáveis… Porquê comprar um Ferrari quando podemos ter um veículo e também instabilidade financeira? Pois! … um Ferrari dá mais nas vistas…

No entanto, em tão de humor sarcástico, quando idealizamos a forma de ser perfeito, tanto homem ou mulher. À maneira das mulheres: “O príncipe encantado”. Para elas, este príncipe tem que ser simpático, romântico, meigo, inteligente e querido… e outros requisitos que só as mulheres é que entendem. Ora, esses adereços todos, por vezes, na sociedade consumista estão a mais…

Pois, as desilusões surgem, quando adquirimos algo, criamos expectativas, e quando estamos cientes de todas a qualidades, seja qual for a coisa que estejamos a falar, ela acaba por nos desiludir. Claro, que ficamos desiludidos, pois não foi assim que a conhecemos… Marketing!
Como o próprio título diz: A vida, aparências…desilusões. Vamos deixar de julgar as coisas pelas aparências. É preferível ter aquela sensação fantástica, a descoberta lentamente daquilo que procuramos. Pois ai sim, estamos aptos para ter em mãos algo que acaba por nos alegrar… sem ter que nos desiludir.

Porém devemos ser optimistas e esperar que esta sociedade comezinha se desmorone e consigamos ter a confiança naquilo que compramos sem ser enganados. Cabe-nos a nós tentar “remar contra a maré”.

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