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Impaciência inimiga da perfeição

Dias, meses, anos, passam. O tempo, não pára. Tique- taque, faz o ponteiro do relógio. E nós, continuamos movidos pelas nossas rotinas das nossas vidas. Luzes cintilantes, acendem e desligam. Luzes ofuscantes, tenuas, luzes enfraquecidas. Assim, continuamos, passo ante passo caminhamos sinuosamente em direcção dos pontinhos luminosos, na esperança que estes se tornem mais intensos. A verdade, por vezes, ficamos ofuscos, impedidos de caminhar. Por vezes, damo-nos intermitentemente no escuro da luz enfraquecida. Formatados, inconsistentes, incompletos ou incompreendidos duma incompleta inconsistência sobre o interior duma fechadura ao qual a chave está esquecida. O teatro, as personagens principais, os figurantes, abrotam uma boa comédia. Criam um espectáculo estonteante, relutante aos olhos dos seus espectadores. O entusiasmo de criar, provoca o acelerar expedito do entusiasmo dos olhos observantes. A arte de viver, a arte de saber ser, a arte de conhecer o saber. Sede, de crescer...

Palavras sem nexo

A complexidade de ser, complexidade de estar, de viver, de sentir, é a complexidade de pensar. Ou não?! Ora, estamos alegres, felizes, mas cheios de problemas. Ora estamos tristes deprimidos com problemas mínimos. Ora rimos com a piada mais estúpida do mundo, ou então, choramos com o mínimo gesto que nos toca. Pois?! Estados de espírito. A genialidade da construção desta máquina que é o ser humano, supera a própria compreensão. Será que algum dia, há-de ser decifrado o código que em nós foi escrito, encriptado com símbolos que nem nós mesmos os compreendemos… Como podemos racionalizar um sentimento, como podemos exprimir um sentimento. Poderemos nós criar uma máquina semelhante a nossa? Podemos. Mas será sempre tão imperfeita como nós. Por muito que tentamos procurar o saber das coisas, nunca seremos capazes de atingir o tal saber, o conhecimento absoluto. Se há coisas impossíveis, essa é uma dessas. Isso, sim! É um conhecimento absoluto. Há coisas, momentos, que retém nas n...

A beleza de sentir

Após muito tempo sem escrever, a necessidade de redigir surge a vontade insaciável de exprimir nas palavras a diversidade complexa de um mundo, por vezes escuro, onde caminhamos as cegas. Mas outras vezes, nem que seja, escassos minutos, sentimo-nos caminhando nas mais suaves das nuvem… Todos os dias somos sujeitos a encontros e desencontros, falamos aqui, falamos ali. Novas pessoas se conhecem, boas amizades se fazem. Seja na explanada de um café, seja no caminho para casa, numa festa do nosso amigo ou noutra situação qualquer. No entanto, quando menos se espera, está lá alguém que nos faz parar o olhar. Olhares tímidos fitam aquele ser que nos seduz com a simplicidade dos seus movimentos. O som das suas palavras escutamos atentamente, o aroma do seu corpo paira pelo ar, entrando nas narinas, arrepiando-nos a alma. Nesta teia de encantos ficamos presos, o maior dos problemas evapora, mais nada importa, simplesmente estamos presos numa cela ao qual não podemos fugir, onde as p...

Incompreensão das coisas

A religião, quando se toca como assunto é sempre delicada de abordar. Todos os dias assistimos a conflitos provocados pela religião. Guerras, manifestações, desavenças políticas, … Deus, um ser infinitamente bom, portador de uma compreensibilidade vastamente grande, e deixa este mundo cheio de complexas equações por resolver. Entre quais, problemas que para a nossa limitada compreensão não fazem qualquer sentido. Tristemente, vemos pessoalmente todos os dias pessoas a pedir nas ruas para poderem no final do dia conseguirem comer alguma coisa, não seja para não sentirem aquela dor no estômago, fatigando-lhes o corpo. Ou, quando estamos sentados comodamente nos sofás a ver televisão, e assistimos a uma reportagem sobre aquelas pessoas que morrem lentamente pela fome, pelas doenças que se curam com uma simples vacina no “primeiro mundo”… Pois, será que para nascer é preciso ter sorte? Foi Deus, que não decidiu colocar-nos num cenário diferente? E, porquê? Por curiosidade, porque é que...

A gente e a alma

Falo uma língua tão antiga Que trago as mãos em calos Nascem letras para uma cantiga Nos enxertos dos teus bardos Amo-te mulher em todas as prosas Sou o maior dos perversos Não despedaço corações, nem faço mossas mas nascem-me espinhos nos versos Tua alma espreita-me na poda É mosto a fermentar os segredos vício de vinho que não sai de moda Por isso esmago com os pés os medos Por isso sou farinha nesta roda E o pão cresce no teu corpo de vinhedos

Triste olhar...

Trazias a tristeza no olhar nos olhos, espelho onde me vi parecia que se iam quebrar no olhar desse dia que senti Misturamos neles as cores pintamos filhos e mundos pareciam ledos os amores nos olhos assim profundos Foi pelos olhos que falamos quando a vida nos levou as palavras da boca como ramos De uma árvore que em nós secou e tudo quanto um dia amamos na tristeza dos olhos se findou

"A luz, a sombra de Deus..."

A religião, quando se toca como assunto é sempre delicada de abordar. Todos os dias assistimos a conflitos provocados pela religião. Guerras, manifestações, desavenças políticas, … Deus, um ser infinitamente bom, portador de uma compreensibilidade vastamente grande, e deixa este mundo cheio de complexas equações por resolver. Entre quais, problemas que para a nossa limitada compreensão não fazem qualquer sentido. Tristemente, vemos pessoalmente todos os dias pessoas a pedir nas ruas para poderem no final do dia conseguirem comer alguma coisa, não seja para não sentirem aquela dor no estômago, fatigando-lhes o corpo. Ou, quando estamos sentados comodamente nos sofás a ver televisão, e assistimos a uma reportagem sobre aquelas pessoas que morrem lentamente pela fome, pelas doenças que se curam com uma simples vacina no “primeiro mundo”… Pois, será que para nascer é preciso ter sorte? Foi Deus, que não decidiu colocar-nos num cenário diferente? E, porquê? Por curiosidade, porque é que...